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Pedro Santana Lopes

Apesar de tudo, um bom esforço

O processo que o PS está a atravessar, de abertura a não militantes, é um contributo importante.

Pedro Santana Lopes 5 de Setembro de 2014 às 00:30

Sei que a campanha das primárias no PS não tem sido feliz. Sei que as ideias não têm propriamente germinado com desenvoltura. Sei que tem havido episódios lamentáveis – sendo que alguns não são inéditos nem exclusivos do PS –, com votos de pessoas que já partiram, ou que não moram nos endereços que estão dados, e outras situações que, certamente, preferiríamos nem ouvir falar delas. Mas, apesar de tudo, considero que o processo que o PS está a atravessar, de abertura a não militantes, é um contributo importante para o sistema político português.

Sei que quem não é do PS, não gosta de Costa e/ou Seguro, não concordará com esta apreciação. Mas, por mim, para além desse nevoeiro de episódios censuráveis, a que se deve juntar tanta hesitação e tanto desentendimento a propósito da marcação de debates, penso que se deve dar valor a este passo inovador, num sistema que há anos vive na estagnação das mesmas regras e dos mesmos circuitos e dos mesmos processos de funcionamento. E se há algo por que me tenho batido é pela renovação do sistema político. Toda a gente critica o sistema político e depois o sistema político nunca muda.

O PS, como é sabido, já deu alguns contributos para a democracia portuguesa, tal como outros partidos. Muitas vezes, também atrasou e atrasa reformas que seriam e são muito importantes para Portugal. Neste caso, pôs-se a si próprio, enquanto instituição, em mudança e obriga as outras forças políticas a ponderarem sobre o significado e consequências dessas alterações, que têm sem dúvida alguma dimensão. É disto mesmo que o sistema político português precisa, no sistema partidário, mas também no sistema eleitoral, e no sistema de Governo: capacidade de ousar mudar, capacidade de correr o risco de inovar, sempre no sentido de melhorar e aprofundar a democracia e a relação entre eleitores e eleitos.

Está visto que o processo não correu muito bem, mesmo que até 28 de setembro tudo "corra sobre rodas". Mas repito: houve capacidade de um partido se abrir para fora de si mesmo numa decisão fundamental. Isso merece ser saudado, sublinhado e ponderado.

Feira do Livro do Porto e novo ciclo no Teatro Rivoli

O Teatro Rivoli, na baixa da cidade do Porto, renasce com a ajuda da Companhia Nacional de Bailado (CNB), que ocupará aquele espaço até ao fim do ano. Sob o tema ‘O Rivoli já dança!’, este novo ciclo naquele teatro municipal será, sobretudo, dedicado à dança contemporânea. A reabertura oficial é já no próximo dia 12.

Também na cidade do Porto, arranca precisamente esta sexta-feira, dia 5 de setembro, a Feira do Livro, sob os lemas ‘Liberdade’ e ‘Futuro’, e contará com mais de 100 pavilhões de exposição.

O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, que sempre teve grande sensibilidade e participação na vida cultural da cidade, quer, naturalmente, honrar os seus pergaminhos nesta área.

Prova de força dos clubes portugueses

Os clubes portugueses deram uma razoável prova de força neste período de funcionamento do mercado de futebol ao não aceitarem propostas, de qualquer modo significativas, pelos seus principais valores. É um esforço que se compreende, até porque temos três equipas na fase de grupos da Liga dos Campeões.

Na prática, além do que ganham os jogos de competição em Portugal, é um investimento dos clubes que pode ter retorno com bons resultados na prova máxima da UEFA. Aqui há semanas esse esforço parecia difícil de realizar, mas com algumas vendas que fizeram e uma maior moderação salarial, pelo menos no caso do Sporting, lá conseguiram manter essas estrelas nas respetivas equipas.  

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