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Pedro Santana Lopes

As passadeiras de peões

Portugal é muitas vezes assim: é de extremos em matéria de costumes.

Pedro Santana Lopes 22 de Abril de 2016 às 00:30
Na semana passada falei nos alertas da meteorologia, esta semana vou tocar num tema ainda mais sensível que é o das passadeiras de peões. É um tema sensível quer pela segurança dos transeuntes quer pelos que circulam num qualquer meio de transporte. Antes de mais, as passadeiras têm de estar bem pintadas e bem sinalizadas. Quem anda de mota, por exemplo, sabe bem que das coisas mais perigosas é, de repente, aparecer um transeunte numa passadeira que não esteja bem visível. Mas, há um aspeto para o qual considero ser mesmo necessário chamar a atenção: a forma como as passadeiras de peões são cada vez mais encaradas por quem anda a pé.

Na generalidade dos países que conheço, ver uma passadeira de peões não significa o direito a entrar imediatamente nela e esperar que os carros travem a fundo. A passadeira dá direito a ser respeitado em absoluto o direito do peão a atravessar em segurança. Agora, cada vez mais se assiste, nomeadamente em Lisboa, a muitas pessoas irem no passeio e, de repente, entram na passadeira, algumas a falar ao telemóvel, com o passo que consideram adequado e pensando que quem quiser que espere. Atenção, devo esclarecer que ando muito a pé, mas procuro atravessar as passadeiras de forma a não incomodar quem está a circular, que não obrigue a uma travagem brusca ou que não obrigue muita gente a parar só por minha causa. E quando atravesso, procuro fazê-lo tão depressa quanto possível. É o respeito pelos outros que está em causa.

Se o peão deve ter prioridade, o condutor de qualquer veículo não pode ser olhado como um intruso ou abusador. Portanto, alguma arrogância que se passou a instalar nas mentes de algumas pessoas que atravessam nas passadeiras, que entram nelas de repente e que, ainda por cima, olham para quem trava a fundo com ar de censura, é, antes de mais, perigoso para quem pensa que a passadeira confere esse direito de entrar sem olhar e sem querer saber das consequências. Portugal é muitas vezes assim: é de extremos em matéria de costumes. Antes, podia-se fumar em todo lado, agora não se pode fumar em lado algum (sublinho que eu não fumo). E, quanto às passadeiras, antes os peões tinham que esperar, ninguém lhes dava direito a passar, agora é prioridade absoluta. Repito: dando prioridade a quem anda a pé, tudo deve ser feito com equilíbrio e as pessoas devem saber que devem entrar na passadeira com prudência. Já não falo sequer no número de passadeiras existentes, porque também aí se foi para o extremo.

Nunca vi cidade com tantas passadeiras próximas umas das outras. Apela-se à prudência, ao equilíbrio e ao bom senso, tendo sempre presente o princípio de que os carros não devem ter prioridade e que a prioridade deve ser sempre de quem circula a pé.

Drones em Braga e coros em Fátima
Braga recebe este fim de semana o maior evento de drones do país, com mais de 500 participantes. A iDroneExperience realiza-se no Parque de Exposições da cidade. Além da vertente lúdica, esta iniciativa tem uma forte componente pedagógica, já que ensina a construir e programar drones autónomos. Num registo diferente, realiza-se, segunda- -feira, em  Fátima, o VIII Encontro de Coros Infantis, com as atuações do Schola Cantorum Pastorinhos de Fátima, Pequenos Cantores do Conservatório, Coro Infantil do Menino Jesus da Paróquia de Gulpilhares e Coro Preparatório do Coro Infantil da Universidade de Lisboa.

Futuro do FC Porto
O FC Porto está  colocado perante opções de gestão desportiva exigentes. Acentuar a mística da equipa será ir buscar jogadores que já cá estiveram, como Hulk ou Pepe? Ou é preferível apostar na formação? Sporting e  Benfica com William Carvalho ou Renato Sanches são exemplo da segunda via.


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