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Pedro Santana Lopes

Continuar o trabalho

Esta é a decisão que me faz ficar bem com a minha consciência.

Pedro Santana Lopes 2 de Dezembro de 2016 às 00:30
Em 2001 tive de escolher entre continuar na Câmara da Figueira da Foz e ser candidato a um segundo mandato ou aceitar o convite/solicitação de Durão Barroso, então presidente do PSD, para ser candidato a presidente da Câmara Municipal de Lisboa. As sondagens davam-me, na altura, mais de 70 por cento dos votos se me recandidatasse na Figueira e os estudos de opinião sobre Lisboa apontavam para uma derrota com vitória de João Soares.

Na altura, Durão Barroso apresentou-me o desafio que me fazia com razões nacionais. Dizia ele que só eu conseguiria ganhar a Câmara Municipal de Lisboa e que, se isso acontecesse, certamente o Governo de António Guterres cairia e iríamos para eleições. Ele entendia que o país precisava de mudar de Governo logo no início de 2002. Assim veio a acontecer. Foi uma decisão que me custou muito, mesmo muito. Adoraria ter feito pelo menos mais um mandato na Figueira da Foz e levar a cabo a segunda parte do projeto que tinha para aquela cidade.

Aconteceu-me algo de parecido agora, com o convite que me foi feito pelo meu partido – e que já foi confirmado pelos seus responsáveis – para me candidatar de novo à Câmara Municipal de Lisboa. Desta vez, fiz uma opção diferente e optei por continuar onde estou. Seria para mim praticamente impossível dizer na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa que a trocava pela Câmara Municipal da mesma cidade. As responsabilidades que tenho na minha vida pessoal, familiar e profissional privada também não facilitavam uma resposta afirmativa. Mas foi a ligação ao trabalho que está a ser desenvolvido na Misericórdia que mais pesou na conclusão a que cheguei.

Considero um privilégio poder continuar a servir os que mais precisam nesta instituição com uma tão relevante história.
Hão de compreender que não me é indiferente ser de novo convidado, quinze anos depois da primeira vez, para concorrer a presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Depois de ter vencido em 2001, recusaram-me a possibilidade de uma candidatura em 2005. Convidaram-me em 2009 e aceitei. Puseram- -me a questão em 2013 – a concelhia –, eu disse que não, e agora foi o que é público.

Já noutras ocasiões lembrei que a vida é feita de escolhas e privilegiado é quem pode decidir entre dois caminhos fantásticos.

Sou grato a quem me convidou, mas esta é a decisão que me faz ficar bem com a minha consciência. 

Novo álbum dos Rolling Stones 
Verdadeiramente imperdível é o novo álbum dos Rolling Stones que hoje é lançado mundialmente. Chama-se ‘Blue & Lonesome’ e é um regresso ao blues, com a interpretação de vários clássicos de outros compositores. Mais de uma década depois do último álbum e 54 anos depois da fundação da banda, Mick Jagger, Keith Richards, Ronnie Wood e Charlie Watts continuam a ser um exemplo impressionante de longevidade profissional. Num registo mais natalício e para os mais novos, começou ontem o Festival de Natal do Teatro Nacional de São Carlos, com a realização de 13 concertos repartidos por três espaços de Lisboa, até 23 de dezembro.

Preparar substitutos  
As boas contas trimestrais que a Sporting SAD apresentou demonstram a importância de efetuar boas vendas de passes de jogadores. É natural que o Sporting possa vender mais já em janeiro ou no final da época. Importante é que Jorge Jesus e a estrutura do futebol do clube vão formando substitutos para quem possa sair, por muito que, nalguns casos, como no de Adrien Silva, seja quase impossível.
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