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Pedro Santana Lopes

Correr os riscos da adesão e da renúncia

Com Francisco Sá Carneiro, num tempo destes, estaria na agenda uma reforma da Constituição.

Pedro Santana Lopes 5 de Dezembro de 2014 às 00:30

São 34 anos que passam sobre a partida de Francisco Sá Carneiro, nascido em 1934. O que pensaria e sentiria Francisco Sá Carneiro se estivesse entre nós? É aquele exercício horrível de ser feito. Apesar de ter tido o enorme privilégio de trabalhar com ele, desde que o conheci até ao dia da sua partida, não me sinto também moralmente habilitado a responder. Sei, todavia, recordar a estrutura do seu pensamento. Sei como ele antes do 25 de Abril, em relação ao regime ditatorial, e depois, no tempo do Conselho de Revolução, se preocupava com o Estado Democrático de Direito, com os Direitos, Liberdades e Garantias e com a justiça social. E, sublinhe-se, por último mas não em último, com a dignidade nacional.

Se Francisco Sá Carneiro fosse líder de um partido nos dias de hoje e visse ter lugar o congresso de um partido de grande dimensão, partido democrático, que, numa altura de crise como a que vivemos, não tocasse sequer na necessidade de reforma do sistema político, imediatamente faria ressaltar o significado dessa omissão. Seria impossível com Francisco Sá Carneiro, num tempo como este, de distância tão grande entre os cidadãos e a vida política, que não estivesse na agenda a reforma profunda da Constituição, a revisão também profunda do sistema de Governo e alterações significativas no sistema eleitoral. Francisco Sá Carneiro teve também sempre na primeira linha das suas preocupações quanto ao Estado de Direito os temas da Justiça e, com ele, não seria possível continuar de um modo como tem acontecido, com tanta preterição e tanto esquecimento do respeito que é devido aos direitos do ser humano. Ao fim e ao cabo, Francisco Sá Carneiro teria presentes, de um modo muito diverso daquele que hoje existe, as duas dimensões em que se desdobra a crise profunda em que vivemos: a dimensão do Estado, da sua respeitabilidade e da sua funcionalidade, por um lado. E, por outro, a questão do progresso económico e da equidade na distribuição dos recursos e também dos sacrifícios.

Padre António Vieira em obra completa

A obra completa do Padre António Vieira é já uma realidade. Trata-se de um trabalho inédito, apresentado esta semana, e que é composto por trinta volumes, preparados por uma equipa de aproximadamente uma centena de pessoas que levantou, transcreveu, traduziu e anotou milhares de fólios manuscritos do Padre António Vieira e muitos outros atribuídos ao missionário jesuíta que estavam espalhados por bibliotecas e arquivos portugueses e estrangeiros.

A concretização deste projeto envolveu a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o Círculo de Leitores e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (CML), enquanto mecenas desta obra que ficará, certamente, para a posteridade, pois é um património fundamental da Língua e Cultura portuguesas.

Portugal Open 2015 de regresso. Uma boa notícia

O secretário de Estado do Desporto garantiu que o Portugal Open em ténis, afinal, irá realizar-se em 2015 e nos dois anos seguintes. É uma boa notícia. E garante que há vários interessados em organizar o torneio e sem fundos públicos. Emídio Guerreiro fala num modelo alternativo ao de João Lagos, que merece uma palavra de reconhecimento. Certamente que terá sido por boas razões, mas não deixa de ser estranho que o Governo não tenha dito nada quando João Lagos anunciou o fim do Portugal Open.

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