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Pedro Santana Lopes

Decisões históricas

Novo Hospital da Estrela vai disponibilizar cuidados continuados integrados ao nível do internamento.

Pedro Santana Lopes 31 de Julho de 2015 às 00:30
Foi por mera (mas feliz) coincidência que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) recebeu ontem do Ministério da Defesa as chaves e a posse do antigo Hospital Militar da Estrela, para ali fazer a maior unidade de Cuidados Continuados e Paliativos de Lisboa, no mesmo dia em que a sua administração adjudicou a obra para a construção da nova Unidade Hospitalar no Hospital de Sant'Ana na Parede.

Considero que ambos os projetos assumidos pela atual Mesa da SCML são equivalentes, na área da saúde, a duas decisões históricas tomadas por dois dos meus antecessores no cargo de Provedor desta instituição: José Guilherme de Mello e Castro, que em 1956 decidiu iniciar a construção do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão e Maria José Nogueira Pinto, infelizmente já desaparecida, e que, no início deste século, deu o impulso para a construção da Unidade de Cuidados Continuados do Juso, a qual, eu, já nas funções que atualmente desempenho na Misericórdia, tive o privilégio de inaugurar, atribuindo o seu nome àquele equipamento.

O impacto que aquele Hospital e Unidade têm tido na vida das pessoas é uma evidência que diariamente constatamos e, por isso, posso afirmar com toda a segurança que é de enorme importância o que pode ser feito com estas oportunidades que agora se concretizaram, sobretudo porque vão dar resposta à zona mais populosa do país, ou seja, à cidade de Lisboa e parte da sua área metropolitana, tão carenciada neste tipo de equipamentos.
Este novo Hospital da Estrela vai disponibilizar cuidados continuados integrados ao nível do internamento e do apoio domiciliário, entre muitas outras valências, mas, acima de tudo, vai ser um equipamento que acolherá os pobres, aqueles que não podem pagar taxas moderadoras ou que nem sequer se podem submeter à sua isenção devido a circunstâncias da vida e que procuram assistência médica ou proteção na saúde.

Como referi ontem na cerimónia de entrega das chaves do antigo Hospital Militar, para a SCML é uma enorme responsabilidade, mas também uma oportunidade de assumir estes desafios que surgem, porque, acima de tudo, estamos a pensar na resposta que temos que dar às necessidades da população, sempre com base no conceito da intergeracionalidade, uma vez que para nós não existem espaços para novos ou velhos, existem, sim, espaços para pessoas.


Príncipe Real com gente cool
O Príncipe Real, em Lisboa, viveu nos últimos tempos uma autêntica revolução, que se reflete nos costumes, lojas, nas pessoas, nos bares e horários de funcionamento… Vê-se um novo tipo de clientela, jovem, cool e bem-disposta a frequentar as lojas trendy, os restaurantes sofisticados, que aproveitaram espaços patrimonialmente interessantes para se transformarem em locais de convívio, que atraem pessoas, muitas vezes a seguir ao trabalho, para ali encontrarem um momento de lazer. Lembra outros espaços ou praças emblemáticas em cidades como Londres, Paris ou N. Iorque.

São precisos novos ares na FIFA
Depois de Michel Platini ter confirmado a candidatura à FIFA, há já outro candidato na corrida, o sócio maioritário da Hyundai e que já foi vice-presidente do organismo que rege o futebol mundial. Com as eleições marcadas para fevereiro, mais deverão surgir. O importante é que nos meses que aí vêm se discutam os programas dos que acham que têm condições para disputar a FIFA, órgão que precisa de novos ares e mais transparência.
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