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Pedro Santana Lopes

Imagens do mestre

Manoel de Oliveira era uma pessoa encantadora, educada.

Pedro Santana Lopes 3 de Abril de 2015 às 00:30

Durante os – praticamente – cinco anos em que fui responsável pela pasta da Cultura, tive, naturalmente, oportunidade de privar bastante com Manoel de Oliveira. O que vou dizer dele neste texto, disse-o enquanto viveu, referi-o há muitos anos deste dia, em que parte deste mundo. Manoel de Oliveira era uma pessoa encantadora, educada, tão enigmática quanto o são, normalmente, os génios.

Fazia impressão ver um monstro sagrado da cultura mundial, como ele já o era, na década de 90 do século passado, entrar pelo gabinete do responsável governamental pela área da Cultura e assumir que não tinha dinheiro para fazer um novo filme. Durante aqueles cinco anos, todos os anos me entrou pelo gabinete, dizendo que eu ainda tinha mais obrigação de decidir apoiá-lo porque, devido à sua idade, seria certamente, esse, o último filme da sua carreira. Eu, naturalmente, respondia-lhe: "Não diga isso, que ainda vai fazer muitos mais." Mas, essas palavras continham sempre, como é compreensível, algum receio de que Manoel de Oliveira pudesse ter razão.

Por isso mesmo, todos os anos lhe foi dado esse apoio e durante esses anos assisti a filmagens em Rio Frio, assisti a antestreias, nomeadamente na Cinemateca, e também a estreias. Tive o privilégio de perceber os laços culturais e artísticos, independentemente da relação pessoal, entre o grande realizador e a grande escritora Agustina Bessa-Luís, que foi "minha" diretora do Teatro Nacional D. Maria II. Ter conhecido os dois, ter conversado com os dois, ter procurado contemplar a genialidade de ambos, foi um dos maiores privilégios que tive no exercício daquele cargo.

Não foram poucos os que me criticavam por esses apoios constantes a Manoel de Oliveira e eu respondia sempre que era o português que aparecia com destaque nas enciclopédias sobre cinema e que era, naquela altura, um dos três nomes portugueses de que eu ouvia falar no estrangeiro, juntamente com o de Eusébio e o de Amália Rodrigues. A dimensão e os atributos de Manoel de Oliveira, autor de uma obra e características muito próprias, configuram uma singularidade que merece fazer parte do património cimeiro da cultura portuguesa.

Paixão de Cristo na Arte

Nesta altura muito especial do ano e do calendário litúrgico, para os que têm fé, mas também para os que não têm, fará bem pensar na vida de Cristo. Acredite-se ou não na sua divindade, muitas das suas palavras e das suas atitudes servem também, seguramente, para dar paz a quem queira compreender o mistério da Vida.

Por isso, mesmo tudo o que seja ver um filme, admirar um quadro, ler um livro, ler mesmo passagens da Bíblia, ouvir uma peça musical, inspirados na Paixão e Ressurreição de Cristo fará sempre bem ao espírito.

As proezas de Pinto da Costa

O jornal espanhol ‘Mundo Deportivo’ traz um artigo com rasgados elogios a Pinto da Costa, considerando-o um dos grandes dirigentes do mundo.

Independentemente das controvérsias que sempre rodeiam a sua ação, seria injusto não reconhecer uma grande dimensão a quem está há décadas a liderar o FC Porto com tão impressionantes resultados.

Esta semana aconteceu mais um: grande venda de Danilo ao Real Madrid. 

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