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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Pedro Santana Lopes

Um novo capítulo

Com estes dados entrámos mesmo num novo capítulo e é preciso saber lidar com ele.

Pedro Santana Lopes 18 de Novembro de 2016 às 01:45
Os bons números sobre o terceiro trimestre da economia portuguesa podem suscitar leituras diversas. Podem uns invocar mais e outros menos a influência da sazonalidade. Outros gostam de dizer que há uma forte influência do turismo. Que fique claro, para mim são bons números e essa conversa do turismo é muito interessante, mas o turismo faz parte da economia. Há países que vivem há muitos anos, em boa medida, das receitas e do contributo do turismo.

Mas admito que se possa dizer que o consumo é de bens não duradouros e que o aumento da procura interna pode ter sido maior numa determinada época do ano. Admito tudo isso. Mas, repito, a verdade objetiva é que tivemos esse crescimento a um nível cimeiro na Zona Euro, que o desemprego baixou, que a União Europeia desistiu das sanções, o anúncio da possível saída do Procedimento por Défice Excessivo, que já não há suspensão de fundos estruturais e que o Orçamento não foi chumbado, mas antes aprovado.

Aqui há tempos não se sabia se iria correr tudo mal ou poucos admitiam todo este conjunto de boas notícias. Pronto, acontece de vez em quando aos governos terem um tempo para respirar fundo e para descontraírem. Ninguém levará a mal desde que não se distraiam do essencial.

A propósito do essencial, a questão do ingresso e da integração dos "precários" e daqueles que têm contrato a prazo na Função Pública suscita muitas reflexões sobre a essência das coisas na gestão do Estado. Mas a questão principal para que hoje queria chamar a atenção é aquela que penso que está no subconsciente ou no consciente da generalidade dos portugueses, seja qual for o seu nível de formação ou o seu grau de interesse pela política, pela economia e pelas questões sociais. Essa questão, a meu ver, é a de saber, face aos resultados que vão sendo anunciados, se a dose de austeridade levada a cabo pelo Governo anterior terá sido efetivamente a adequada e, mais do que isso, a necessária. Admito que sim, mas também percebo que seja legítimo que todos se interroguem sobre isso e oiço os espíritos mais esclarecidos das pessoas com graus de formação mais elevados a questionarem-se sobre essa matéria.

Face a esta evolução, Pedro Passos Coelho e o PSD têm, mais do que nunca, um enorme desafio, de abrir um novo capítulo no seu combate político. Podem ter muita razão em tudo o que ficou para trás, mas o mundo anda a uma velocidade cada vez maior. Todas estas notícias configuram um conjunto que é uma realidade política já incontornável.

Pode-se dizer que é tudo mistificação, mas se for, estou convencido que ninguém acreditará. Penso que não é, podendo ser em parte uma ilusão. Mas eu que vivi, entre outros, a mistificação Constâncio/Sócrates do défice-previsão 6,83%, em 2005, sei bem como as pessoas acreditam no que lhes dizem. Por isso, seja ou não tudo real, com estes dados recentes entrámos mesmo num novo capítulo e é preciso saber lidar com ele.

Castanha e vinhos no centro
A Lousã acolhe este fim de semana a XXVII edição da maior feira de mel e da castanha do país, dois produtos muito apreciados nesta altura do ano. O evento realiza-se no Parque Municipal de Exposições e contará com a participação de cerca de 140 expositores, nomeadamente de apicultores, produtores e comerciantes de castanha, além de artesanato e gastronomia.

Também no âmbito gastronómico e também na região Centro, mas noutro registo, realiza-se em Pinhel a segunda edição do certame Beira Interior – Vinhos e Sabores. Um evento que resulta dos saberes e sabores beirões, influenciado pelas serras da Estrela, Marofa, Gardunha e Malcata, com vinhas plantadas entre os 300 e os 700 metros, aliadas a solos de origem granítica, e xistosa, com afloramentos de quartzo.

Ricardo Quaresma 
Ricardo Quaresma é sem dúvida alguma um daqueles casos de um jogador de futebol extraordinário cuja carreira não foi tão longe quanto poderia. De qualquer modo, hoje em dia, é um ídolo em todo o mundo, as pessoas conhecem-no e quando o veem gritam por ele, nomeadamente, os mais jovens. A sua entrada no jogo com a Letónia é extraordinária.

É deslumbrante a maneira como fez variadíssimos centros, na arte e na precisão, com uma atitude e espírito vencedores.
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