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Raul Vaz

A herdade é nossa

Comporta, uma placa que atraía os ricos novos e guiava os ricos pobres.

Raul Vaz 18 de Novembro de 2016 às 01:45
Há um sítio onde os ricos faziam de pobrezinhos. Uma festa que durava pequenas semanas, tempo de estio, um faz de conta que contava em almas de um mundo real. Era assim. Foi assim, anos com fio, aceite com a naturalidade de uma condição.

Estamos na Comporta, uma placa que atraía os ricos novos e guiava os ricos pobres. Pobres de espírito sem o serem por condição.

É, por isso, genuíno e premonitório o grito da tia que viveu o que viu e, sem querer, abriu a alma. Sem pingo de maldade, sem noção do que estava a dizer à ‘Sábado’: há um tempo em que os ricos gostam de fazer de pobres. É verdade. Como há um tempo em que os pobres fazem de ricos. Com pulseira na Dominicana ou em Cuba. Há uma pequena diferença: soubemos, por este jornal, que a Comporta deve 108 milhões à Caixa. Vamos todos para a herdade.
Comporta economia negócios e finanças Caixa Geral de Depósitos ricos
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