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Reginaldo Rodrigues de Almeida

A justiça das práticas digitais

Podemos estar mais ou menos à vontade com a tecnologia.

Reginaldo Rodrigues de Almeida 19 de Junho de 2016 às 12:55
Podemos estar mais ou menos à vontade com a tecnologia, podemos até gostar mais ou menos das autoestradas da informação, no entanto, se há área onde o digital contribuiu para a desburocratização e eficácia de procedimentos, evitando prazos de espera ou fastidiosos processos de preenchimento de dados pessoais, é a da nossa relação de cidadãos com o edifício jurídico do Estado, na prática, a denominada democracia eletrónica.

Independentemente do sucesso das medidas da última década, dos protagonistas que as anunciaram, é importante salientar a crescente automatização de procedimentos e a transparência da esfera pública. É certo que erros e falhas continuam a verificar-se e é bem possível que cada um de nós possa apontar algum exemplo de práticas menos corretas, mas o mais relevante é sabermos que o coletivo se sobrepõe ao individual e que a justiça social não pode nem deve ser relativa, de acordo com os interesses ou com uma visão seletiva e discricionária que os tempos do mundo analógico permitiam fazer.

Nada como homenagear o sapateiro de Braga pela voz do povo, quando apregoava: "ou há moralidade ou comem todos".
Braga questões sociais política economia negócios e finanças
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