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Correio da Manhã

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Ricardo Ramos

À espera do desastre

O périplo asiático que Donald Trump ontem iniciou no Japão está recheado de perigos, e não falamos necessariamente de manifestações hostis ou ataques terroristas.

Ricardo Ramos 6 de Novembro de 2017 às 00:29
O périplo asiático que Donald Trump ontem iniciou no Japão está recheado de perigos, e não falamos necessariamente de manifestações hostis ou ataques terroristas. O maior perigo para Trump neste viagem de 12 dias por seis países asiáticos é o próprio Trump e a sua tendência para dizer o que lhe vem à cabeça sem pensar nas consequências.

A Ásia é, de longe, o continente onde mais valor se dá à educação, ao respeito e às aparências. Qualquer desrespeito pelo protocolo, gesto mais brusco ou palavra mal medida do presidente dos Estados Unidos da América pode ofender os anfitriões e causar uma crise diplomática. Isto para não falar do risco acrescido durante a visita à Coreia do Sul, onde qualquer ameaça ao regime comunista do Norte poder ser exacerbada - e muito - pelo fator de proximidade. Não será, também, de estranhar se Pyongyang aproveitar a presença de Trump na região para nova provocação nuclear ou balística.

Em suma, o potencial para algo correr mal neste périplo asiático de Trump é enorme. A expectativa na região é grande, mas teme-se que o efeito acabe por ser o equivalente ao de um elefante numa loja de porcelanas...
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