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Correio da Manhã

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Ricardo Ramos

Não baixar a guarda

O califado proclamado há mais de três anos pelo Daesh deixou de existir.

Ricardo Ramos 27 de Novembro de 2017 às 00:30
Sem grande alarido ou repercussão internacional, o califado proclamado há mais de três anos pelo Daesh deixou de existir.

A queda de Mossul, em julho, seguida pela perda de Raqqa, em outubro, foi o golpe de misericórdia numa utopia jihadista que no seu auge chegou a controlar um terço do Iraque e da Síria e a governar pelo terror os destinos de milhões de pessoas.

O fim do califado não significa, porém, o fim do Daesh e da sua ideologia assassina. Ainda antes de serem derrotados no campo de batalha, os jihadistas começaram à procura de novos territórios onde perpetuar a sua mensagem de terror.

A Líbia e as suas imensidões desérticas e sem lei, mesmo ali ao lado, e a península egípcia do Sinai, onde há décadas floresce sem controlo o extremismo islâmico, foram escolhas óbvias e previsíveis, mas os tentáculos do terror estendem-se também à África Ocidental, à Ásia Central e às longínquas Filipinas, como o demonstrou a sangrenta ocupação de Marawi.

É preciso não baixar a guarda e não pensar que a guerra está ganha, até porque muitos ex-combatentes do Daesh continuam entre nós, nas nossas cidades, à espera do melhor momento para atacar.
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