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Ricardo Rio

O canto da sereia

Ver concretizadas as propostas por interposto partido é um privilégio.

Ricardo Rio 22 de Setembro de 2016 às 01:45
O Bloco de Esquerda, tal como o próprio PCP (de forma menos extremada), tem uma agenda ideológica que sempre ansiou ver cumprida mas que jamais conquistaria o apoio de uma maioria dos eleitores.

Ter a oportunidade de ver concretizadas tais propostas e medidas por interposto partido é um privilégio que os responsáveis bloquistas jamais poderiam enjeitar.

Seja em questões fraturantes no plano da sociedade, seja na condução das políticas públicas e na interação com os agentes privados ou na definição das políticas fiscais de forma a promover a redistribuição indiscriminada da riqueza (ou o que hoje se designa pelo combate, "sem vergonha", à acumulação da mesma), as ideias não são sequer inovadoras.

Pô-las na boca de Mário Tomé, de Francisco Louçã ou de Catarina Martins/Mariana Mortágua é que pode ter um encanto necessariamente distinto. E aí, só se pode questionar a forma acrítica, irresponsável e contrária a boa parte do seu património político com que outros aderem a tais avanços e propostas.

Quase dá para pensar que, perante tal nível de letargia e subordinação inebriada, até um repto de "Morte aos xuxas!" seria recebido com igual entusiasmo…
Bloco de Esquerda PCP Mário Tomé Francisco Louçã Catarina Martins Mariana Mortágua política
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