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Ricardo Tavares

Vieira, o presidente ecuménico

Pelos vistos o Benfica acaba com a "propaganda" e a "venezualização".

Ricardo Tavares 15 de Outubro de 2016 às 00:30
Luís Filipe Vieira (LFV) é único. Não conheço, francamente, dirigente clubístico tão ecuménico. É o verdadeiro líder de todos os benfiquistas, porque consegue ser, em primeira instância, o presidente da oposição.

Só alguém com a sagacidade de LFV consegue reunir na direção benfiquistas que disseram dele o que Maomé não disse do toucinho. Só alguém com a perspicácia de LFV consegue receber, de braços abertos – qual Papa Francisco no encontro com o Patriarca Ecuménico Bartolomeu I, líder da Igreja Ortodoxa –, José Eduardo Moniz e João Varandas Fernandes, e, agora, Fernando Tavares, um bom dirigente, garantem-me, que está de volta, depois de, há uns anos, bater com a porta e afirmar que o Benfica não tinha um presidente, mas, sim, um "dono". Pelos vistos, Tavares dirá ao ex e futuro colega de direção que o clube já não faz "propaganda" nem vive um período de "venezuelização", isto para me socorrer das suas palavras.

Só alguém com a astúcia de LFV pode concluir que, afinal, nesta altura, não dá jeito ter Rui Rangel na lista ou, até, José Veiga. Só alguém com a argúcia de LFV pode seduzir o comentador, embaixador da Ética e futuro ex-vice-presidente Gomes da Silva a votar na sua lista.

Resta-me uma dúvida – Gomes da Silva também apoiará Tiago, filho de LFV, quando o jovem estiver preparado para suceder ao pai no Benfica? Tenho de consultar a Maya.
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