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Rui Hortelão

Geringonças à portuguesa

Assim se prejudicam os melhores professores.

Rui Hortelão 30 de Novembro de 2015 às 00:31
A avaliação regular de competências é desejável em qualquer carreira ou profissão. Quando os resultados mostram que apenas 35% dos avaliados não deram erros ortográficos e que um em cada cinco fez cinco ou mais erros num texto de 350 palavras, a avaliação deixa de ser recomendável e passa a obrigatória.

Tratando-se de professores, como é o caso, mais ainda. Em Portugal, porém, há uma alergia crónica às avaliações. Prefere-se que sejamos todos iguais, todos capazes. E esta é uma das principais razões que sustentam a dificuldade nacional em se afirmar de forma coletiva e de, ao mesmo tempo, haver inúmeros portugueses que no estrangeiro, submetidos a avaliações e concorrência fortíssima, se destacam.

Em 2007, o PS criou a prova para avaliar os professores, o PSD deu-lhe continuidade, mas agora com o PCP e o BE, a avaliação vai desaparecer. Os socialistas falam de "uma geringonça" e apontam a solução do costume: "uma nova estratégia para este domínio". Está-se mesmo a ver que os professores vão deixar de dar erros tão básicos como os de ortografia.
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