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Rui Hortelão

Afinal há esperança

Só temos de fazer como estes homens e mulheres.

Rui Hortelão 1 de Junho de 2015 às 00:30

Somos hoje mais egoístas. A amizade faz-se pelas redes sociais, cuida-se através do telemóvel e, muitas vezes, esgota-se nisso mesmo. Os vizinhos são estranhos e os estranhos já nem se estranham, ignoram-se. Conversamos menos, mas falamos mais – ao telefone, em mensagens, emails e chats.

Tempos em que é cada vez mais difícil educar uma criança, em que vê-la crescer é privilégio raro e a maior tentação é entregá-la aos professores e à tecnologia. Mas não somos só isto. Pelo menos, não somos todos só isto e, mesmo sendo um pouco, ainda somos outra coisa.

É essa esperança que chega nas imagens de Walthamstow, Londres, onde uma multidão de estranhos se uniu para levantar um autocarro de dois andares e libertar um ciclista atropelado. Foi na quinta-feira, mas já no início de abril o mesmo ocorreu em Moscovo, quando uma idosa ficou presa entre o metro e o cais da estação. Queremos tantas vezes mudar o sistema, os políticos e o mundo. Mas quase sempre ficamos por lamentos, críticas e maledicência. Quando, afinal, só é preciso fazer como estes homens e mulheres.

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