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Rui Hortelão

Comandos e o futuro

Acabar com as forças de elite é abdicar da defesa de Portugal.

Rui Hortelão 19 de Setembro de 2016 às 01:45
Qualquer morte como as dos dois comandos tem de ser investigada até às últimas consequências. As conclusões deviam ser públicas e não escondidas (e esquecidas por todos), como as que ocorreram em 1988, no Campo de Santa Margarida.

O estudo da Universidade do Porto, que dura há três anos, por iniciativa do Exército, para avaliar as consequências do nível de esforço exigido aos Comandos, deve ser levado até ao fim. É preciso entender o que aconteceu neste caso, para prevenir outros. E não procurar que acreditemos que é generalizado, porque se o fosse já teriam morrido muitos mais voluntários.

Qualquer aproveitamento da tragédia de Alcochete para fazer política só pode ser condenado. Por respeito aos voluntários falecidos, às suas famílias e a todos os que na Guerra de África, com mais ou menos vontade, combateram na defesa de Portugal e dos portugueses que viviam em Angola, Moçambique e Guiné.

Podemos acabar com os Comandos, com os Fuzileiros, com os Paraquedistas. Mas isso é fingir que preparamos os nossos militares. Acabar com as forças de elite é abdicar da defesa de Portugal. Alguém tem a certeza de que eles não voltarão a ser necessários como nas duas guerras mundiais, na de África, no 25 de Abril ou no 25 de Novembro?
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