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Rui Hortelão

Corrupção muito gold

Pelos advogados já nomeados, é possível avaliar a dimensão e a gravidade do caso.

Rui Hortelão 17 de Novembro de 2014 às 00:30

Podia ser a vingança dos funcionários públicos contra o Governo, se os suspeitos fossem pessoal menor. Podia ser uma armadilha para tramar Paulo Portas, o mentor dos vistos gold, se houvesse como estabelecer uma relação direta entre a criação do programa e a forma como alguns o puseram em prática. Mas nenhuma destas hipóteses se aplica, porque os funcionários públicos envolvidos no caso são altos quadros do Estado e porque não há lei que resista à cumplicidade entre polícias e ladrões.

É difícil acreditar que a operação Labirinto da PJ só tenha apanhado inocentes. Mas muito há ainda por esclarecer. No entanto, para além da demissão de um ministro, é possível avaliar a gravidade do caso pelos advogados que, de imediato, foram chamados pelos suspeitos. A defender que tudo isto, afinal, não é bem o que parece à partida estarão alguns dos que fizeram o mesmo nos processos Bragaparques, Portucale, Casa Pia, Face Oculta, BPP, Furacão e secretas. E, tratando-se de alguns dos mais bem pagos advogados do país, essa é mais uma confirmação de que este é um caso de corrupção gold.

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