Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Rui Hortelão

Impunidade e José Veiga

As gravações das reuniões da cúpula da família Espírito Santo continuam a desvendar um Portugal que se sabia existir, mas nunca antes tinha sido revelado de forma tão genuína.

Rui Hortelão 27 de Outubro de 2014 às 00:30

Depois de Carlos Moedas, José Veiga, o empresário que dominou o futebol português até Jorge Mendes, aparece referido nas conversas: o antigo diretor geral da SAD do Benfica teria 20 milhões para investir, além de outras centenas de milhões em nome da República do Congo e da Guiné Equatorial.

A notícia do CM seria só mais um exemplo da relação do BES com muitos dos que ajudou a enriquecer, não fosse este jornal ter cruzado as conversas com a lista de devedores do Fisco. José Veiga integra-a e, de acordo com uma pesquisa básica no Google, é presença antiga. Veiga e as Finanças são protagonistas de um western desde a passagem do milénio. De um lado o fisco dispara dívidas de milhões de euros contra o empresário; do outro, Veiga defende-se e vai escapando, graças a prescrições e afins.

Mais um exemplo da impunidade como um dos maiores problemas da nossa sociedade.

impunidade josé veiga
Ver comentários