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Rui Hortelão

Ser Charlie não chega

O terrorismo impõe mais do que mensagens simbólicas

Rui Hortelão 12 de Janeiro de 2015 às 00:30

Eu sou Charlie! Somos todos Charlie! Um pouco por todo o Mundo, esta foi a forma mais usada para expressar solidariedade com as vítimas do jornal satírico francês Charlie Hebdo.

Muitos dos que o fizeram, porém, mal sabiam o que era o Charlie antes de se afirmarem Charlie.

O que chega para demonstrar o caráter simbólico da mensagem. E mais ainda que é preciso ter muita cautela: ser Charlie, por si só, não é nada.

Fazer caricaturas a provocar o Islão é defender a liberdade de expressão? Não, é beneficiar dela.

Por isso, mais do que ser Charlie, devemos querer ser livres. Mais do que caricaturas, devemos defender a liberdade e os valores.

Neste caso, parecem as mesma coisa, mas não é, porque o terrorismo impõe muito mais do que mensagens simbólicas como estas.

Exige a consciência de que o modelo de integração falhou, de que aumentar a repressão é a pior alternativa que se pode aplicar daqui para a frente e de que este, mais do que um problema religioso, é um problema político e social. 

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