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Rui Moreira

Agora é Campanhã

Os objetivos passam pela valorização do parque habitacional, pelo espaço público, pela rede viária e pela mobilidade suave.

Rui Moreira 18 de Dezembro de 2016 às 00:30
Anunciei, em campanha eleitoral, que uma das prioridades da cidade teria de passar pela coesão territorial, condição sine qua non para garantir a coesão social. Um dos maiores desafios que se colocam às cidades contemporâneas é a necessidade de esbater as assimetrias territoriais, que se têm acentuado em todo o Mundo, e que resultam em desigualdades gritantes.

Há estudos que demonstram que na mesma cidade e em territórios adjacentes a esperança de vida das populações tem variações assinaláveis; em algumas metrópoles, essa esperança tem variações de 10 anos. O que é o mais preocupante dos indicadores, porque a longevidade média da população resulta do desenvolvimento humano e, por isso, da qualidade de vida de que a população desfruta.

No caso do Porto, há décadas que a zona oriental da cidade é a mais deprimida. A exclusão social e a insalubridade da habitação são chagas que tardam a ser resolvidas e, por isso, exigia-se uma intervenção pública mais musculada.

Por isso, o Município avançou agora com a delimitação de duas áreas de reabilitação urbana a oriente, sendo que a primeira delas a avançar será a Operação de reabilitação em Campanhã – Estação, numa área de 143 hectares onde se prevê, nos próximos 10 anos, que sejam investidos cerca de 75 milhões de euros.

Os objetivos passam pela valorização do parque habitacional, pelo espaço público, pela rede viária e mobilidade suave, pelos espaços verdes e pelo equipamento. A requalificação já em curso do Rio Tinto e da sua envolvente e o terminal intermodal de Campanhã, cujo concurso foi lançado, são dois dos dez projetos estruturantes previstos. É um plano que assenta na valorização das pessoas e se articula com as instituições locais que promovem a educação, a cultura, a saúde e o desporto, e que pretende atrair empresas para duas fortes áreas empresariais.

Depois da Baixa e do Centro Histórico, onde o amadurecimento da reabilitação atinge níveis assinaláveis, é tempo de apostar em Campanhã.
Este não pode ser, no entanto, um mero objetivo político de curta duração. Exige continuidade e o envolvimento de toda a cidade; dos munícipes, das instituições, dos investidores. Este é o projeto mais importante para o Porto.

Alternativas - Teatro Rivoli: Música que vem dos bairros
Hoje, às 17 horas, o grupo musical OUPA! atua no palco do Rivoli, um espetáculo inédito de rap e vídeo totalmente produzido em Ramalde. O OUPA! nasceu em 2015 no Bairro do Cerco, criado pela Câmara do Porto, no âmbito do programa Cultura em Expansão, cujo objetivo é a capacitação e o empoderamento de jovens dos bairros sociais. Nesta segunda edição, o projeto tem como campo de ação o Bairro de Ramalde, onde têm decorrido desde abril, diariamente, oficinas de escrita, produção musical, vídeo e performance. O resultado vai ser apresentado esta tarde, no Rivoli, num espetáculo com entrada gratuita. Às 16 horas será apresentado, em estreia, o filme ‘Ubi Sunt’, da realizadora Salomé Lamas, obra encomendada pela Câmara do Porto para esta ocasião.

O mau Facebook - TAP a perder mercado: 9 milhões de passageiros no Porto
Nove meses após o livro ‘TAP Caixa Negra’, cumprem-se duas "profecias": o Aeroporto do Porto ultrapassou os 9 milhões de passageiros e a TAP perdeu quota de mercado e foi passada pela EasyJet, agora a 2ª companhia a operar no Porto, atrás da Ryanair. Nem a criação da artificial ponte aérea para Lisboa permitiu salvar os números. E para os que dizem que são só companhias ‘low cost’, Lufthansa, British Airways, Turkish Airlines, Swiss Air ou Ibéria aumentaram o número de voos, de passageiros e rotas. Quando esta semana partilhei a notícia do recorde de passageiros no Porto, alguém recordou:  também em Lisboa a TAP está a perder quota. O abandono do Porto não prejudicou tanto o Porto, mas prejudicou a TAP e o país.
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