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Rui Moreira

O porto do Porto

O Porto de Leixões é, a par do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, uma das infraestruturas que garantem a competitividade do Norte.

Rui Moreira 22 de Março de 2015 às 00:30

O Porto de Leixões é, a par do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, uma das infraestruturas que garantem a competitividade da região Norte e cujo impacto económico ultrapassa as nossas fronteiras. No caso do nosso porto de mar, sabe-se que o seu hinterland chega à Galiza, a Castela e Leão e à Região Centro.

Numa altura em que há um raro, raríssimo, consenso sobre o caminho que precisamos de trilhar nos próximos anos, e que depende do aumento das exportações para novos mercados – ou seja, para mercados exteriores à UE – que não podem ser alcançados pela rodovia, e quando se sabe que essas exportações têm, como origem principal, as regiões Norte e Centro do nosso país, o nosso único porto de mar com dimensão apreciável assume um papel crucial.

Ainda há poucos anos, Leixões era conhecido como um porto caro e pouco eficiente, e não faltava quem o desmerecesse por comparação, por exemplo, com Vigo. Através de uma parceria que envolveu a administração portuária, a comunidade portuária e os sindicatos, foi possível inverter esta situação, transformando o porto num exemplo de sucesso. Mas, como sempre acontece, o sucesso tem um preço. O crescimento inesperado antecipou a necessidade de aumentar a sua capacidade, que estará, em breve, esgotada. Por outro lado, a nova geração de navios transatlânticos, de maior dimensão e calado, obriga a que se avance, sem hesitação ou demora, com a construção de um novo terminal de águas profundas que impeça a obsolescência das infraestruturas.

Tudo se complica, é certo, por haver uma concessão que está longe do seu término. Mas é indispensável que o governo seja, por uma vez, coerente com as suas opções. É indispensável que assuma que este é um equipamento indispensável para a política macroeconómica que todos defendem. Ao contrário do porto do Barreiro, que já tem uma alternativa em Setúbal, e que mais não é do que uma nova Ota e uma forma encapotada de justificar a terceira travessia do Tejo.

A geração Y em exposição
Y [why?] reúne obras de designers portugueses da última geração do séc. XX, do Instagram e do Facebook, em que o design e as artes visuais se fundem em "trabalhos com fronteiras muito pouco sólidas" como disse Paulo Cunha e Silva na inauguração. A exposição inclui trabalhos de Márcia Novais, João Sobral, Diana Carvalho, Svär, Bruno Zhu, Wethknot, Pedro Henriques, Jérémy Pajeanc, Dário Cannatà, Maria Trabulo, Atlas Projetos e And Atelier. Decorre na Câmara até 23 de junho.

Reuniões públicas

A notícia de que as reuniões de Câmara passariam a ser públicas por princípio agradou aos meus seguidores no Facebook. A transparência da ação governativa e o escrutínio das decisões políticas agradam sempre aos eleitores, que assim podem perceber melhor como e porquê são tomadas as decisões. Mas, cuidado, não basta aplaudir no Facebook ao fazer um "gosto".

É preciso que os cidadãos se habituem a participar mais e a sair do comentário virtual para o real, participando, efetivamente, com a sua cidadania na vida pública. 

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