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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Rui Moreira

T.A.P.P.P.

A TAP espera que todos nós, os "do Norte", viajemos para o estrangeiro a partir de Lisboa.

Rui Moreira 7 de Fevereiro de 2016 às 00:30
Depois de a Câmara Municipal do Porto ter divulgado as taxas de ocupação dos voos que a TAP irá extinguir – desmentindo especialistas que nada sabem e escribas exaltados a mando de outros interesses – a transportadora invoca, agora, que essas taxas elevadas não são suficientes para atingir o ‘break even’, ou seja, a rentabilidade.

Mais, refere que mesmo que a taxa de ocupação fosse de 100%, o ‘break even’ não seria atingido, o que seria inacreditável numa empresa gerida com competência. Desde logo, porque o preço das passagens aéreas varia em função da taxa de ocupação, razão pela qual a compra precoce de uma passagem aérea resulta numa tarifa mais baixa do que se for feita à última da hora, quando o voo já está repleto.

Poder-se-ia, pois, discutir se a majoração dos preços é mais adequada, questionar os critérios de imputação de custos, perguntar se o desinvestimento na base da TAP no Aeroporto Sá Carneiro e o consequente aumento de custos logísticos com deslocação e pernoita de tripulantes não foi um disparate. Mas esse é um caminho que não vale a pena seguir.

Porque já se percebeu qual é a estratégia: esvaziar o Aeroporto Sá Carneiro de voos de médio curso para a Europa, retirar-lhe o Hinterland com o reforço dos voos da Galiza (Corunha e Vigo) para Lisboa, diminuir a ocupação dos voos intercontinentais de tal forma que também estes passem a ter uma equação negativa que justificará, depois, o seu abandono.

A TAP espera que todos nós, os "do Norte", viajemos para o estrangeiro por Lisboa, utilizando a sua nova ponte aérea feita com aviões a hélice da White. Como estratégia privada, pode-se discordar. Mas é uma decisão dos donos.

Faltava saber o que o Governo, que prometera a reversão da privatização e controlo da empresa, iria fazer. Agora, sabemos. Optou por recomprar 11% da TAP aos privados para quem, assim, tudo fica mais barato. Mas continuam a mandar na companhia. Uma verdadeira parceria público-privada. Nós todos, do Minho a Faro, pagamos com os nossos impostos o custo e os prejuízos de uma empresa gerida por privados, que não nos presta serviço, e dedicada exclusivamente a servir a nossa capital.

O novo ano chinês
O Ano Novo Chinês vai este ano ser comemorado no Porto com uma festa no Coliseu do Porto, na próxima terça-feira, Dia de Carnaval. O espetáculo começa às 21h30 e é de entrada livre a toda a cidade e à comunidade chinesa, que conta com cerca de sete mil pessoas no Porto.

Os bilhetes podem ser levantados até à hora de início do espetáculo, na bilheteira do Coliseu. A festa é uma das mais importantes datas do calendário chinês e oferece um desfilar de vários números artísticos, numa fusão entre danças e canções tradicionais chinesas, interpretadas num ambiente de tradições, magia e cor.

Trata-se de uma organização conjunta da Câmara Municipal do Porto, do Coliseu Porto e da Embaixada da República da China em Portugal, que assim assinalam a entrada no Ano do Macaco.

Sempre a TAP
A questão da TAP, que abordo no texto principal desta página, não é apenas política para comentadores e não preocupa apenas quem viaja. Há uma perceção pública da importância da dinamização do Aeroporto do Porto e das suas ligações europeias e internacionais.

Basta olhar para o anormal número de partilhas e comentários que a questão motivou na minha página. Só o vídeo da entrevista que dei ao ‘Jornal 2’, da RTP, já foi visto mais de 287 mil vezes no Facebook. A entrevista catapultou as audiências da RTP 2 para cima das da RTP 1 e fez com que o noticiário no Porto liderasse a informação nesse dia. Quero com isto dizer que no Porto e no país, o tema não vai se vai dissipar, como se fosse nevoeiro.
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