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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Rui Moreira

Tragédia de Heysel

Agredir um pai em frente a um filho nunca pode ser um bom começo para uma história.

Rui Moreira 24 de Maio de 2015 às 00:30

Menos quando a agressão é produzida por um agente da autoridade. Mas, a partir de alguns segundos de um vídeo que se tornou viral, julgarmos a atuação da PSP é francamente exagerado e, sobretudo, muito injusto. Em primeiro lugar, porque as imagens também mostram um admirável ato por parte de outro agente da PSP, abraçando a criança e protegendo-a, não apenas da violência física, mas da agressão psicológica.

Depois, porque esta história de tensão crescente em torno do futebol não começa naquele minuto de televisão, nem nele acabou, como os acontecimentos do Marquês haveriam de provar, horas mais tarde.

Assinalam-se esta semana 30 anos sobre a tragédia de Heysel, em que adeptos das equipas que disputavam a final da Taça dos Campeões Europeus se confrontaram nas bancadas, levando 39 pessoas a perder a vida. Onde estão agora esses adeptos provocadores que, em Inglaterra, faziam do futebol um pretexto para a violência? O que farão aos domingos à tarde quando joga o Liverpool, o Chelsea ou o Manchester?

O futebol britânico resolveu o grave problema de hooliganismo de que sofria há 30 anos, punindo exemplar e sistematicamente quem levava a violência aos estádios e impedindo os hooligans de acederem aos espetáculos desportivos. Em Portugal, está instalado em torno do futebol um clima de absoluta impunidade, em que pessoas pacatas se transfiguram, por acharem que, naquele ambiente, tudo lhes é permitido. Até mesmo saquear armazéns e lojas das equipas adversárias.

A menos que Assembleia da República, Governo, clubes de futebol, Liga Profissional e Federação Portuguesa queiram esperar irresponsavelmente pelo Heysel português, é urgente que sejam criadas e aplicadas leis mais duras para os adeptos violentos.

No fundo, a escolha que se lhes pede que façam é entre a imagem da tensão e violência permanentes e a imagem do braço protetor da autoridade que defende crianças, famílias e, por consequência, defende o futebol.


Um mês para o S. joão

Falta agora um mês para que se comemore no Porto o São João. É a grande festa da cidade, que, pelo segundo ano consecutivo, contará com grandes concertos na Avenida dos Aliados, não apenas na noite da festa, mas nas quatro noites anteriores. A festa conta com a presença dos DAMA, Deolinda, Rui Veloso, António Zambujo e José Cid.

Mas as comemorações do São João são muito mais do que isso. Para os que nunca o viveram, fica a sugestão, para marcar já no calendário.

Porto de ouro

A cidade do Porto ganhou por estes dias dois dos mais importantes prémios internacionais de design e comunicação.

Na passada quinta-feira, em Londres, recebeu nos D&AD Awards um dos famosos lápis, na categoria de Branding. E em Istambul foi entregue, este sábado, o troféu de ouro dos ED Awards na categoria de design de comunicação, pela criação da marca ‘Porto Ponto’, em setembro passado.

Entre os parabéns à Câmara Municipal do Porto
e ao designer Eduardo Aires, que criou a marca, alguém recordou as observações dos que duvidavam do entendimento que os estrangeiros poderiam fazer da marca. Afinal, não havia razão para tais receios: o ‘Porto Ponto’ não é apenas entendido, mas também aplaudido.

Protagonistas

Rui Nabeiro A DeltaCafés, fundada por Rui Nabeiro em 1961 em Campo Maior, lança-se no mercado francês. Afinal, a interioridade pode não ser uma limitação.

OCDE O último relatório da OCDE, organização liderada por Angel Gurria, não deixa dúvidas. A elevada carga fiscal não chega para a redistribuição.

Palmira Os bárbaros, o autoproclamado Estado Islâmico, chegaram a Palmira, que, inevitavelmente, será destruída em nome do fanatismo.

Castanheira Barros Sucedem-se as candidaturas a um cargo (o de Presidente da República) que, ainda há anos, só podia ser ambicionado por poucos.

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