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Rui Pereira

Precipitações

Há a tendência política de agir primeiro e pensar depois.

Rui Pereira 28 de Maio de 2015 às 00:01
O que têm em comum a extinção da Empresa de Meios Aéreos e do cargo de Governador Civil ou o abandono das leis de política criminal? A precipitação. Estas medidas exprimem uma tendência da política moderna para agir primeiro e pensar depois. Revelam, como diria Daniel Innerarity, a captura do espaço público pelo instantâneo e superficial.

Quais são as consequências? A extinção da EMA, que obviava ao improviso na procura de meios aéreos num mercado escasso, paralisou, na ‘Fase Charlie’, os helicópteros que garantiam o "rendimento mínimo" contra incêndios. A supressão dos Governadores Civis prejudicou a coordenação distrital da Proteção Civil (veja-se o caso do Algarve).

Também o repúdio das leis de política criminal (matéria em que o Governo estará agora a mudar de orientação) foi má ideia. A definição de prioridades e medidas no combate ao crime não é uma prerrogativa: é uma responsabilidade constitucional. E a pretensão de criar ruturas artificiais com o passado não dá bom resultado – sobretudo em áreas de soberania.
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