O que está a fazer?", indagava em tom ríspido Catarina Martins a Jerónimo de Sousa, à porta do Parlamento, enquanto o líder comunista lhe apontava o telemóvel para os pés.
Jerónimo corou, afastou o aparelho e balbuciou: "– Estava a apanhar um raro... Mas não se preocupe, o meu telefone não tem realidade aumentada…".
Do outro lado da rua, Passos Coelho ria a bandeiras despregadas com a cena, como já não se lhe via desde que deixara as funções de primeiro-ministro.
"- Isto vai rebentar!", atirava entre mais duas sonoras gargalhadas para Luís Montenegro e Marco António Costa que também regressavam de almoço.
Distraído, de Ipad em riste, o líder parlamentar reagia: "– Esta voa, não rebenta…", sem se aperceber de que também a líder centrista se atravessava no caminho do trio.
Já o seu vice limitou-se a sentenciar entre dentes: "– Voa, mas baixinho!..."
Entretanto, António Costa rematava desalentado mais um Conselho de Ministros: "-Se ao menos fossem Pokémons, ainda podia investir na vossa evolução…"
Em Belém, o Presidente corria as salas do Palácio com um telemóvel em cada mão: "– Já incubei mais 3 ovos. No da mão direita sou da equipa vermelha e no outro da equipa azul. Mas estou em ambos no nível 50. Catch me if you can!..."
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