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Teófilo Santiago

Soltem os prisioneiros

Fórmula para a sobrelotação é não meter na cadeia os criminosos.

Teófilo Santiago 5 de Fevereiro de 2016 às 00:30
Conta-se que o General Galba, ao chegar à parte mais ocidental da Ibéria, terá informado Roma que se tinha deparado com um povo "que não se governa nem se deixa governar", ilustrando assim as idiossincrasias e particularidades que nós – lídimos descendentes desse povo – bem conhecemos.

Num país em que nem estatísticas maquilhadas conseguem disfarçar a maior violência nos crimes e o alastramento de novas formas de criminalidade, que vêm gerando insegurança nas populações e um crescente empobrecimento do país, por força do crime organizado em consolidação, seria razoável esperar que as primeiras preocupações e esforços dos novos responsáveis fossem para lhe pôr travão, combatendo-o.

Engano! As poucas intervenções públicas dos governantes não foram no sentido de valorizar os serviços da segurança e da justiça e de moralizar os seus agentes, que tão maltratados têm sido, incutindo- -lhes ânimo e dando sinais de reconhecimento. Não, as grandes preocupações expressas, sempre louváveis, vão no sentido de resolver a sobrelotação das cadeias, mas através de uma fórmula singular e bem portuguesa – não metendo na cadeia os criminosos. Consequências deste ato de gestão tão "generoso, humanista e cristão"? Logo se vê!
General Galba Roma política
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