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Victor Bandarra

Victor Bandarra

Jornalista

A arma do polícia

10 de maio de 2026 às 00:30

Quinze polícias suspeitos de tortura, abuso de poder e sodomização a cidadãos desprotegidos numa esquadra de Lisboa. Diria a minha avó que uma árvore podre não deve contaminar uma floresta sã. Há mais de 20 mil agentes da PSP, um dos rácios polícia-cidadão mais elevados da Europa. Ganham mal, formação frágil, stress elevado. Andam quase todos armados. Os sindicatos apontam que um treino de tiro por ano é obviamente insuficiente. Mas será que uma pistola é a arma ideal de defesa e para se fazer respeitar a lei? Caso exemplar: a grande maioria dos polícias de proximidade britânicos, os célebres 'bobbies', não possui armas de fogo. Carregam apenas cassetete, algemas e 'tasers'. Chamam-lhe "policiamento por consentimento". Recentemente, num 'pub' perto de Londres, cena impensável em Portugal: um cliente bêbado parte para a agressão ao patrão. Em minutos, surge um jovem 'bobby' de giro. Punho erguido, o homem avança para a autoridade. Em segundos o arruaceiro está algemado, deitado de borco no chão. Cinco minutos depois, surge o carro-patrulha. O desordeiro é levado. Formação e profissionalismo. Impávido, o 'bobbie' aconselha. "Meus senhores! Já podem beber a vossa cerveja em paz!"

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