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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Armando Esteves Pereira

2009 pode ser ainda pior

Tragicamente, o próximo ano ainda pode ser pior do que 2008. Ainda não chegámos ao fundo da crise. Em entrevista publicada ontem no ‘El País’, o governador do Banco Central espanhol, Miguel Ordoñez, explica o ciclo vicioso que conduz ao agravamento do maior choque desde a Grande Depressão dos anos 30: "Os consumidores não consomem, os empresários não contratam, os investidores não investem e os bancos não emprestam." Sobre a crise do crédito e a falta de dinheiro no tecido produtivo, Ordoñez diz que "o problema é que os bancos não confiam uns nos outros, nem em si confiam".

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 22 de Dezembro de 2008 às 00:30

Se a depressão se acentua, a factura portuguesa será dolorosa. E se uma empresa relevante tiver problemas, muitas outras serão arrastadas.

As dificuldades da Qimonda são exemplo de uma grave ameaça. A empresa produz semicondutores e no ano passado bateu a AutoEuropa na lista dos exportadores portugueses. Emprega duas mil pessoas. Se fechasse, além do desemprego e da perda do riqueza, arrastaria a uma grave situação social na zona de Vila do Conde. Um empréstimo conjunto luso-alemão com participação da Caixa Geral de Depósitos permite manter a empresa. Mas sem retoma da economia, todas as soluções para salvar empresas e empregos são demasiado provisórias.

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