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Correio da Manhã

Opinião
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23 de Dezembro de 2011 às 01:00

2011 foi um ano marcado pela entrada em funções do novo Governo e pela assinatura do acordo com a troika, dando início a um novo estilo de fazer política em que se passou do "está tudo bem" para o "estamos num ponto sem retorno, terão que fazer grandes sacrifícios durante vários anos".

Definitivamente, este foi um ano negro, mas não vai ficar como o pior ano da História de Portugal. Para mal dos nossos pecados, os próximos anos vão exigir dos portugueses e das empresas uma grande capacidade de resistência e de sobrevivência. Serão anos em que a ousadia e a inovação farão a diferença.

Espero sinceramente que, como português, empresário e representante dos empresários, 2012 seja definitivamente o ano do Ministério da Economia e da Inovação, o ano do tão aguardado plano de relançamento da economia que, nas palavras do ministro Álvaro Santos Pereira, "vai definitivamente mudar Portugal". Esperamos que sim. E esperamos que os longos seis meses de estudo e planeamento tenham resultado num plano capaz de debelar a crise, aumentar a confiança, capitalizar as empresas e o sistema financeiro, apoiar a inovação e a internacionalização e dinamizar de forma global a economia. Dito de outra maneira: colocar o País a crescer, a consumir e a investir.

Espero também que 2012 signifique o ano das também tão aguardadas reformas, a começar pela Justiça e a finalizar na Administração Pública. O ano que vem será igualmente um ano de desafios para as empresas, que fecham à média de 20 por dia. As empresas vão ter de ser capazes de gerir melhor com menos recursos.

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