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Correio da Manhã

Opinião
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Joana Amaral Dias

3ª Guerra Mundial

Quer a crise quer a gripe são globais. E ambas nos confrontam com a dúvida, algo insuportável para os humanos, como revelam as constantes tentativas de adivinhar o futuro (sérias ou patéticas).

Joana Amaral Dias 9 de Maio de 2009 às 00:30

Aliás, a incerteza tornou-se ainda mais intolerável na pós-modernidade que compensou os relativismos com as garantias da economia e da medicina. Agora, quanto ao dinheiro e à saúde ninguém conhece o amanhã. Só falta que também acabem os zodíacos para o amor. Resultado? Medo. E depois do medo? Paralisia, fuga ou ataque.

Alguns antevêem uma retoma em 2010. Outros vaticinam um arrastamento da crise. O destino é uma incógnita, eis o único consenso, quando há pouco tempo se ditavam previsões até à centésima. Relativamente à gripe, uns falam de alarmismo, outros de pandemia, mas ninguém arrisca um prognóstico infalível.

A globalização, a última certeza do Mundo, treme. Crise e gripe blindam fronteiras e levam a movimentos proteccionistas. Ambas originam uma permanente desconfiança do outro. Se as duas se mantiverem, haverá uma nova espécie de paz podre no Mundo, um novo tipo de conflito silencioso. Que qualquer historieta de ficção científica poderia designar de Terceira Guerra Mundial. E terminar mostrando que tudo começou por um valente susto.

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