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Correio da Manhã

Opinião
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11 de Setembro de 2003 às 00:00
Scolari com a suas polémicas ainda só conseguiu uma coisa: unir em torno de si o já célebre núcleo duro da selecção. Assim o brasileiro campeão do mundo tem nas mãos um projecto que fica a meio caminho entre um passado decepcionante e o futuro inexistente.
O homem que não gosta de compromissos parece manietado por uma velha guarda dourada que faz do presente desta equipa um limbo cheio de equívocos sem poder de aceleração nem recuperação.
Afinal para que prepara Scolari esta selecção? Se dermos como adquirido que Portugal se prepara para estar presente na apoteose prevista para o novo Estádio da Luz, trata-se de fazer 6 jogos em 22 dias. No final de épocas desgastantes ao serviço dos clubes, estarão Figo, Couto, Rui Costa, ainda aptos fisicamente para recuperações totais em tão curtos espaços de tempo? Ou iremos testemunhar ao vivo, e em lágrimas, mais uma manifestação da síndrome-França, esse surto do vírus anti-renovação que levou os campeões do mundo de 98, quatro anos depois, todos atados por fios, à decepcionante performance asiática?
Uma equipa precisa da sabedoria dos seus veteranos. O que não pode é ter a veleidade de os utilizar a todos ao mesmo tempo. As alas são para quem as conquista num estatuto avaliado pela eficácia de cada ‘sprint’. Esta foi a lição que deu Luís Boa Morte. Mas há outros jovens turcos a empurrar os velhos leões para o centro. Scolari terá de fazer opções. Deco, Figo e Rui Costa, discutem um só lugar no meio-campo.
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