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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

A agonia de Portugal

Com a abstenção já declarada do CDS, o destino do Orçamento está agora nas mãos do PSD, que, por motivos de força maior, também será obrigado a abster-se para Portugal acalmar os mercados internacionais que, depois do famigerado relatório da Moody’s, sobre o risco de morte lenta, aproveitarão qualquer deslize político para fazer sangue e subir abruptamente os juros para Portugal.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 25 de Janeiro de 2010 às 00:30

Mas nem a crise, nem os graves problemas do País se resolverão com o Orçamento a apresentar amanhã. A ameaça de empobrecimento acelerado da economia portuguesa é um cenário bem real. Muitos políticos atacaram a credibilidade da Moody’s sem ler o relatório, mas o cenário descrito nesse documento pode realmente acontecer se quem manda neste País não fizer nada para mudar de rumo. Os juros pagos à Banca internacional absorverão uma percentagem de riqueza cada vez maior. E, num cenário de crescimento quase nulo, os futuros governos vão ter de subir impostos por causa dos défices orçamentais. Esta consolidação bloqueará ainda mais o crescimento, gerando um ciclo vicioso de pobreza. Depois da primeira década de crescimento quase nulo, Portugal arrisca-se, na segunda década do novo milénio, a aprofundar a agonia, que poderá conduzir o País à bancarrota.

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