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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

A alcova do FMI

Enquanto o Mundo sofre a maior crise dos últimos 70 anos e países que até há poucas semanas eram considerados ricos, como a Islândia, ou países emergentes, como a Ucrânia, olham para o Fundo Monetário Internacional (FMI) como última tábua de salvação, a administração desta instituição financeira internacional e o seu director-geral, o francês Dominique Strauss-Kahn, estavam preocupados com um escândalo sexual.<br/><br/>

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 27 de Outubro de 2008 às 00:30

Isto porque o gaulês, que já foi ministro das Finanças em França, se envolveu com uma das suas subordinadas, antiga economista principal do FMI, Piroska Nagy. Uma relação breve consentida entre dois adultos. Mas a administração considerou que a maior parte das mulheres que trabalham na instituição ficou "incomodada" e houve um processo.

O director-geral foi absolvido das acusações de favoritismo, assédio sexual e abuso de poder, mas não escapou à censura pública por ter cometido um "erro de julgamento". Pediu perdão à administração, aos funcionários e à sua família e ficou. Entretanto, a crise continua. Há muita expectativa sobre o comportamento dos mercados depois da passada sexta-feira negra. E o FMI tem demasiadas responsabilidades para gastar energias com histórias de alcova. Nestes dias, o bom senso também parece um activo raro.

 

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