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Correio da Manhã

Opinião
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Octávio Ribeiro

A avaliação segundo José Sócrates

Um Governo com graves problemas de coordenação teria mais a ganhar ou a perder com uma lufada de ar fresco?

Octávio Ribeiro(octavioribeiro@cmjornal.pt) 1 de Junho de 2007 às 00:00
O “deserto” de Mário Lino prepara-se para receber as comemorações oficiais do 10 de Junho. Setúbal, o histórico baluarte da esquerda, com a sua elite operária, que nos últimos estertores pós-nacionalizações tanto fez penar os governos de Soares e de Cavaco, é a eleita.
Eis mais um passo de Cavaco para se tornar uma referência não só no centro-direita que o elegeu como no centro-esquerda que lhe deverá garantir a reeleição tranquila.
Será interessante verificar o que Cavaco irá dizer na Margem Sul nesta ocasião. Ele, que não é propriamente um adepto da Ota e muito menos da sua defesa alucinada por um ministro da República.
De cada vez que o pé de Mário Lino resvala para a metáfora de chinelo, mais se acentua o atraso que Sócrates já leva para uma remodelação que dê novo fôlego às reformas. Pode entender-se que o chefe de um Governo que tenta impor critérios de avaliação individual aos funcionários públicos se esquive ele mesmo à aplicação desses princípios na cúpula do sistema?
Este Mário Lino, depois de se ter despenhado no “deserto” da Margem Sul, o Manuel Pinho de sempre, com as suas inseparáveis gaffes, o inexistente titular do Ambiente – alguém os avalia?
Claro que caminhamos a passos largos para uma presidência europeia. Mas um Governo, com graves problemas de coordenação – onde se perdeu António Costa e Silva Pereira não subiu a ministro de Estado –, teria mais a ganhar ou a perder com uma lufada de ar fresco?
Talvez os novos ministros, ao menos, consigam estar calados.
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