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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

À beira do apocalipse

Faria de Oliveira, presidente da Caixa Geral de Depósitos, traçou o quadro difícil em que vive a Banca portuguesa.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 27 de Junho de 2010 às 00:30

Numa entrevista concedida ao ‘Expresso’, diz que a situação actual é pior do que a crise de 2008 na sequência do descalabro do Lehmam Brothers, em que o mundo viveu à beira do apocalipse financeiro. A poupança interna é insuficiente para financiar os bancos portugueses, pelo que normalmente têm de recorrer aos mercados financeiros internacionais. O problema é que o mercado interbancário praticamente não existe, porque os bancos estão pouco disponíveis para emprestar a outros. Têm medo, um receio que aumenta para as instituições financeiras dos países mais frágeis do Euro: Grécia, Portugal, Espanhae Irlanda.

Só o Banco Central Europeu (BCE) é que está a assegurar o financiamento da Banca portuguesa. Uma situação preocupante, até porque a cedência de dinheiro do BCE é provisória.

A Banca nacional também tem um problema com o malparado. Só a renegociação de créditos tem impedido que os números oficiais sejam mais negros. 

A Banca vai ter de pagar mais pelos depósitos. Em Espanha, o Santander lançou uma campanha de 4%. Por cá os certificados de tesouro vão forçar a subida dos juros à poupança. 

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