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Correio da Manhã

Opinião
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17 de Outubro de 2006 às 00:00
No sábado, o ministro Pinho disse (e, isso, disse mesmo) que era uma tolice dizer que a austeridade acabara. Rectificou assim: “Deve é deixar-se de falar de crise.”
Passámos, assim, um fim-de-semana, com a Economia tratada como habitualmente a tratamos: como um estado de alma. A Economia é Política pura, e é uma questão de tácticas de linguagem. Se falamos de crise, acentuamos a crise. Se a esquecemos, o horizonte é cor-de-rosa.
Esta semana, estava previsto que a austeridade reaparecesse em força: Sócrates iria anunciar o apertar do cinto. Afinal, não foi assim. Anunciou que continuamos em Portugal: País brando, de austeridade branda.
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