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Correio da Manhã

Opinião
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Fernanda Cachão

A caixa de Pandora

A comissão de trabalhadores da Sociedade dos Transportes Colectivos do Porto (STCP) chamou vergonhoso ao facto de os funcionários desta empresa não se enquadrarem nos "regimes de excepção" já concedidos pelo Governo. Pedem por isso a intervenção do Presidente da República sobre aquilo que consideram ser "cortes salariais ilegais". Cavaco Silva já fez saber que isso é com o Governo.

Fernanda Cachão 13 de Março de 2012 às 01:00

Bem pode o executivo de Passos explicar que a manutenção dos salários para os trabalhadores da TAP e da CGD "não são excepções mas adaptações". O corte nas duas empresas – diz o Executivo, "é feito em salários variáveis, extraordinários e em prémios"; Senhores, quando em causa está dinheiro, não existem palavras que possam explicar aos que não o têm porque é que os outros têm e eles não.

Em dias solarengos como numas férias gregas, "as adaptações" de Passos Coelho lembram-nos a bela Pandora, a primeira mulher criada por Zeus que, incauta, abriu o jarro que continha os males do mundo. A história chegou aos nossos dias modificada na expressão "abrir a caixa de Pandora" e serve para quase tudo o que não se devia ter feito por justamente provocar acontecimentos em catadupa.

 

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