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Correio da Manhã

Opinião
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Magalhães e Silva

A carta de conforto

É frequente que grandes operações bancárias tenham como garantia um escrito de entidade com poder económico ou financeiro, no qual se afiança aos prestamistas que o devedor poderá cumprir e que é do interesse do autor do escrito que o crédito seja concedido.

Magalhães e Silva 6 de Março de 2011 às 00:30

É o que se tem designado por carta de conforto.

Faz, por isso, todo o sentido que, sendo a chanceler quem mais se tem recusado a apoiar o grande devedor que é Portugal, Sócrates procurasse obter da Alemanha, com a natural e efectiva influência que exerce na Europa e no mundo, uma carta de conforto.

E obteve.

É que o que está mal são os desconchavos de governo que, com o ataque do dólar ao euro, nos puseram a jeito de ser vítimas da lógica dos mercados; ir procurar remédio para isso, não.

Constitui, assim, um espectáculo degradante ver comentadores e políticos, numa compita de bota-abaixo, a tratar do mesmo modo a má governação de Sócrates e a ida a Berlim.

O que só se explica por esta ida poder atrasar a queda do Governo, legitimamente desejada por quem é oposição e acarinhada pelos média, que, mal cheira a espectáculo, mandam o interesse do País às malvas.

Podia haver algum decoro.

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