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Correio da Manhã

Opinião
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João Vaz

A cassete do protesto

Fez ontem 41 anos que nasceu a Intersindical, ainda em tempos da ditadura do Estado Novo. Na altura, não havia liberdade sindical, nem política, e com coragem e convicção foi possível aos democratas, como então se chamava aos opositores à ditadura, conquistar espaços de liberdade e direitos cívicos que o regime de Salazar e Caetano sempre negou aos portugueses.

João Vaz 2 de Outubro de 2011 às 00:30

Depois, tudo mudou. Os problemas são hoje outros. Devemos exigir o desenvolvimento da democracia, o combate à corrupção e ao enriquecimento ilícito que gangrena o aparelho de Estado, a nível central e local, denunciar a justiça iníqua e o regime fiscal não equitativo. Não serve, contudo, de nada o arrazoado de protestos feitos pelo actual líder da Intersindical, que ainda fala de ‘democratas’ como sendo o grupo de portugueses apoiantes dos partidos de esquerda. E depois de fascistas e quejandos encontrou dois novos malignos, os ‘neoliberais’ e os ‘neoconservadores’. A situação de Portugal dispensa demagogia e exige responsabilidade política, sentido das realidades e espírito de mudança. A quem não quer ver e pensar, seria bom mudarem o disco rígido.

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