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Correio da Manhã

Opinião
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16 de Março de 2004 às 00:00
Nas primeiras 13 jornadas da SuperLiga, o Vitória de Guimarães somou 10 pontos; nas 13 seguintes, Jorge Jesus fez exactamente 11. Com ambos a equipa esteve sempre abaixo da linha de água, depois de penosas exibições e piores resultados. Ou seja, a mudança de treinador não mudou nada.
Os quatro clubes que lutam para não descer mudaram todos de técnico a meio da prova – e estão todos onde estavam quando saiu o técnico que iniciou o projecto. O Belenenses é uma meia excepção a isto, porque já vai no terceiro técnico do ano. E tudo correu mal com todos. Incluindo Bogicevic, que alguns dos nossos comentadores arrasaram como abaixo de qualquer crítica sem sequer conhecerem o homem. Afinal a culpa não era só dele, pelo menos.
No Vitória, as trocas são cíclicas e por vezes nem são ditadas directamente pelos resultados. E Pimenta Machado raramente ganhou com as mudanças ao longo do seu reinado de 24 anos como presidente. Há situações em que faz sentido apostar na chicotada psicológica, mas normalmente as chicotadas são mais do tipo parapsicológico, porque é mesmo acreditar no além, no indizível, no inacreditável. Bastas vezes, aliás, são acompanhadas de apoio de bruxos ou de ofícios correlativos. No desespero, vale tudo. Só que o futebol é cada vez mais racionalizado, obedece a organização, planeamento e execução. Quem entra a oito jornadas do fim não é para treinar, é para tentar o milagre. Às vezes acontece...
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