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Correio da Manhã

Opinião
9
12 de Novembro de 2005 às 00:00
O caso da morte de Joana tem marcas diferentes dos vulgares actos violentos de banditismo. Desde logo, por se tratar de um homicídio sem corpo – e de ter dois suspeitos que teimaram em não confessar o crime. Só a ciência, ao estilo da série ‘CSI’, poderia dar o contributo decisivo. Mas as provas de sangue recolhidas na casa estavam irremediavelmente contaminadas: as paredes e o chão tinham sido passados a detergente. Nada mais restava senão a ferramenta preferida do mítico chefe da brigada de homicídios dos anos 60, o inspector Lobão – que exibia com especial orgulho a cabeça calva. A equipa da Judiciária que investigou a morte de Joana (de que fez parte o inspector--chefe Júlio Santos, uma lenda viva da PJ) chegou a uma teoria – verosímil, é certo, mas ainda assim uma teoria. Estou convicto de que Leonor e João Cipriano são culpados. Mas que Diabo... Não podiam ter arranjado uma provazinha que me deixasse de consciência tranquila?...
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