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Correio da Manhã

Opinião
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Eduardo Dâmaso

A derrota da ETA

A ETA anunciou uma trégua unilateral e quer entrar no processo democrático. Assim, de repente, numa manhã suave de Verão, Zapatero recebeu uma inesperada prenda que, aparentemente, não vem armadilhada como anteriores cessar-fogos do grupo terrorista.

Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 6 de Setembro de 2010 às 00:30

Desta vez, poderá ser definitiva a extinção da ETA. E poderá porque nunca como antes foi tão difícil a posição dos terroristas bascos. Acossados em Espanha e França, os terroristas viram ruir no último ano e meio a possibilidade de construírem outro santuário em Portugal. Aqui, a cooperação policial, fruto do empenho abnegado dos homens da Unidade de Combate ao Terrorismo da PJ e de magistrados, como Vítor Magalhães, investigador ultrajado pela própria hierarquia no Freeport sem ter em conta o profissionalismo e serviços prestados no combate ao terrorismo, fechou o último elo que sobrava para que a ETA ficasse enclausurada.

Abandonada pelos históricos que tinham iniciado a luta armada, a ETA viu ainda o nacionalismo basco soçobrar nas urnas com os eleitores a afastarem o PNV do poder. O canto do cisne estava anunciado e só a loucura assassina de jovens pistoleiros formados na raiva da ‘calle borroka’ (vandalismo de rua contra os símbolos do Estado espanhol) os mantinha em actividade. Uma actividade suicida, como se viu, que dá à democracia uma enorme vitória contra o totalitarismo.

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