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Correio da Manhã

Opinião
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18 de Dezembro de 2011 às 01:00

Começou por uma união monetária, sem qualquer unidade política que a sustentasse suficientemente.

Inicia um processo político sem órgãos suficientemente democráticos.

Traduz no dia-a -dia oscilações na sua política externa, desde o conflito israelo-palestino, às relações com os Balcãs ou à Rússia, que são excessivas, e evidenciam o que já se sabe: ausência de um mínimo de unidade.

Celebra acordos externos que aceleram a destruição do seu tecido produtivo centrado em PMEs de tecnologia intermédia.

Aceita que um processo evolutivo que deveria ser conduzido multilateralmente o seja por um directório de dois países.

Paradoxalmente, diz defender a sua moeda, o euro, e quando na guerra financeira o adversário ataca um dos seus flancos, não o defende, deixando que os ataques se multipliquem noutras zonas, até chegar ao seu coração.

Com tudo isto, o que se pode esperar desta União Europeia?

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