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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

A diferença da liderança

Um dos problemas de Portugal é a fraca qualidade das elites e lideranças. Não é só de lideranças políticas, que pela fraca qualidade e curta visão deixaram este País neste estado anémico, pobre e endividado, mas também de lideranças empresariais.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 30 de Maio de 2010 às 00:30

É este défice que explica que um português a trabalhar no Luxemburgo tenha uma produtividade várias vezes superior à do seu primo, que trabalha em Portugal. Camões escreveu que "fraco rei faz fraca a forte gente". É nos momentos de crise que a qualidade das lideranças é ainda mais decisiva. Um exemplo é a odisseia da Apple, de Steven Jobs, que, na quarta-feira passada, ultrapassou a Microsoft como empresa de tecnologia mais valiosa do mundo, com uma cotação bolsista superior à riqueza portuguesa gerada num ano, valendo mais de 220 mil milhões de dólares (cerca de 180 mil milhões de euros).

A Apple é agora a segunda cotada mais valiosa do mundo, só superada pelo gigante petrolífero americano Exxon Mobil. Mas há pouco mais de 10 anos estava à beira do fim, a perder quota de mercado. Muitos defenderam a falência e a Microsoft chegou a passar o atestado de óbito à sua rival. Mas o regresso de Steven Jobs alterou o cenário.

Jobs mudou o rumo da empresa e apostou em produtos inovadores, que anteciparam as preferências dos consumidores: iPod, iPhone e iPad. Como se vê, a liderança e a boa gestão nas empresas e nos países pode fazer toda a diferença.

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