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Correio da Manhã

Opinião
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4 de Maio de 2007 às 00:00
Queixou-se do PSD e sublinhou que o facto de ser independente torna as coisas mais difíceis – fazer política sem o chapéu dos partidos não é realmente nada fácil. Mas tomou uma posição. Finalmente tomou uma posição.
A questão é saber se não é tarde. Se não devia ter tomado essa posição quando, por exemplo, o líder do PSD interferiu directamente na governação camarária, como aconteceu na história da nomeação dos administradores para a SRU do Chiado, que levou ao desfazer da coligação com o CDS-PP.
O prof. Carmona Rodrigues não manteve a necessária distância de segurança do partido que o ajudou a ser eleito. A gestão política foi desastrosa nesse e noutros aspectos e a sua autoridade foi abalada. É por isso que a posição que tomou ontem tem a força de uma convicção e a fraqueza de uma prática. É quase impossível Carmona Rodrigues manter a sua presidência com os seus vereadores, mas contra os partidos. Para sobreviver a esta crise era preciso um Carmona Rodrigues com um lastro político que até hoje não conhecemos. Existirá esse homem?
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