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Correio da Manhã

Opinião
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13 de Maio de 2003 às 00:00
Vai ser uma pena se o Benfica não puder atacar a Liga dos Campeões com o onze escalado por Camacho para despachar de forma artística o Belenenses. Nuno Gomes tem muito futebol para dar como segundo ponta-de-lança, Tiago fica mais livre sem os insistentes pedidos de Zahovic de passes para os pés a quinze metros – e Tiago é sem dúvida o Rui Costa do futuro, com um pouco menos de perfume, mas com muito mais músculo, agressividade, mais trinta metros. Hugo Viana que me desculpe, mas o centro do terreno de Portugal parece destinado a Tiago. Hugo vai ter de descair para a ala.
No centro da defesa, qualquer dos outros três centrais é óptima muleta para Hélder. Ricardo Rocha, o de mais elevado potencial; Argel, o mais exuberante nos cortes e intimidação; e João Manuel Pinto, o mais eficaz nas subidas à área contrária, têm condições para brilhar debaixo da voz de comando do “mestre” Hélder. E até Moreira ficou mais personalizado com a entrada para campo do único campeão nacional de encarnado.
Com a descoberta do verdadeiro lugar de Miguel, falta a este Benfica “apenas” um defesa-esquerdo de qualidade para poder ombrear com o FC Porto a nível interno, o que obviamente quererá dizer que a equipa passará a ter dimensão europeia. Claro que uma equipa é muito mais do que os jogadores que a compõem, e aqui as coisas estão ainda longe da definição.
Se a voz de comando de Camacho se diluir nos corredores da Luz, nada do que acima disse mantém validade. E a estrutura directiva para a próxima época ainda está longe da definição, com este clima já instalado de pré-campanha eleitoral. E esse é um problema que nenhum golo resolve.
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