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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Armando Esteves Pereira

À espera do rectificativo

O Governo aprovou ontem um orçamento suplementar. Revê em baixa o crescimento e em forte alta o défice e o desemprego. Depois de decretada a recessão por Constâncio, era inevitável esta correcção.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 17 de Janeiro de 2009 às 00:30

O problema é que as nuvens que afectam a economia são demasiado negras, e com os sinais que chegam de fora o cenário apresentado pelo ministro das Finanças parece muito ‘cor-de-rosa’ – e apesar do Santos no nome o ministro não faz milagres.

Provavelmente, nos próximos meses o Governo terá, de novo, de rectificar as contas. Tal como o Banco de Portugal, o Executivo prevê uma quebra na riqueza gerada (medida pelo PIB) em 0,8%. Em Espanha, quanto ao mercado externo, mais decisivo para a actividade em Portugal, as previsões são mais pessimistas. O Governo de Madrid assume uma quebra no PIB de 1,6% em 2009 e um défice de 5,8%. Isto significa que a força da crise prevista em Espanha é o dobro do choque português.

É difícil acreditar em tal diferença. Espanha não é apenas o principal destino das exportações nacionais, é também o mercado onde milhares de portugueses trabalham durante a semana. São milhares de pessoas que todas as sextas-feiras à noite regressam a casa, para voltarem no domingo à tarde. Esses novos emigrantes arriscam-se a engrossar a grande lista dos desempregados portugueses.

 

 

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