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Correio da Manhã

Opinião
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11 de Novembro de 2004 às 00:00
Estas declarações do dr. Almeida Santos transcritas em ‘A Capital’ são sintomáticas, sobretudo, porque mostram como uma certa esquerda, mesmo intelectualmente superior, ainda não se adaptou a um mundo novo. Ou será que antes não havia guerra no Vietname, ou invasão do Afeganistão pela URSS, ou interferências militares e outras nas nossas ex-colónias que o dr. Almeida Santos tão bem conheceu? E há mais pobreza agora em que sítios? E há mais analfabetos? Será que se vivia bem na Ucrânia, ou na Estónia, ou em todas as nações em que a pata soviética mandava?
O chamado “equilíbrio do terror” que vigorava antes de 1989 era mais fácil de analisar pelas dicotomias que envolvia, mas não tinha futuro.
A desilusão do dr. Almeida Santos é-me completamente estranha. Pelo contrário, eu acho que o mundo de hoje, mesmo com muitos problemas, é mais próspero – mesmo para os que são mais pobres – e é mais estimulante. E sobretudo é mais livre.
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