A Europa em que eu acredito

Carlos Moedas

A Europa em que eu acredito

Temos de lutar pela Europa mais do que nunca. Uma Europa que nos proteja, que crie emprego.
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Por Carlos Moedas|11.05.18
O Vento Suão é a história de um homem que lutou pelo seu País como poucos. Nasceu num Portugal em ditadura e por ser pobre nunca estudou. Na sua infância refugiou-se nos livros. E um dia começou a escrever porque acreditava que assim podia mudar o mundo. José Moedas teve altos e baixos na vida, viu o seu ‘Diário do Alentejo’ ir à falência para voltar a nascer, mas nunca deixou de escrever o seu Vento Suão até ao último dia da sua vida.

Um dia perguntei: Pai, o que é o Vento Suão? E ele disse-me: Sabes … é aquele Vento que não nos deixa parar de lutar, que nos obriga a olhar para a frente. É uma brisa quente que vem do Sul que nos inquieta, que nos mantém atentos e que nos ensina que na vida nada é para sempre.

Esta semana festejamos o dia da Europa, o dia Schuman. Nesse dia pensei no meu pai e no Vento Suão. Pensei que nada está garantido, que temos de lutar pela Europa mais do que nunca. Uma Europa que nos proteja, que crie emprego e sobretudo uma Europa transparente.

Se queremos uma Europa que nos proteja, precisamos de uma Europa forte que possa tomar decisões no combate às alterações climáticas ou cibersegurança. Sim, estes desafios não têm fronteiras. Não podemos continuar reféns de uma Europa feita pela constante unanimidade das decisões. Acredito numa Europa das maiorias não das unanimidades.

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