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Correio da Manhã

Opinião
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Leonardo Ralha

A fasquia de Sotero

Há muita gente capaz de ficar horas a ler sobre o ‘monstro’ Josef Fritzl e a desventurada Natascha Kampusch mas que torce o nariz quando o horror ocorre perto de casa.

Leonardo Ralha 23 de Setembro de 2011 às 01:00

 

Para essas pessoas, a cobertura jornalística dos crimes sexuais não passa de dispensável sensacionalismo quando o País saltita perante o abismo. Quase uma maçada que bem poderia ser varrida para debaixo do tapete.

Sucede que não é só na austríaca Amstetten que surgem ‘monstros’ que fazem mal a quem melhor deles esperaria. Nos últimos dias, lemos dados chocantes sobre homens acusados de violar menores a seu cargo, tratados com violência displicente por quem lhes quis fazer acreditar que serviam "para isso".

Por entre a podridão que pode estar a acontecer num bairro popular de Lisboa, numa residência da classe alta do Porto ou noutro ponto do País, valha-nos a sentença de Flávia Macedo – a juíza que disse a Henrique Sotero, o ‘violador de Telheiras’, que lhe daria 110 anos de prisão se pudesse. Não pode, pelo que atribuiu os 25 anos que são a pena máxima.

Espera-se agora que a fasquia colocada mais alta pela sentença de Sotero – um criminoso que, apesar de tudo, não matou ninguém – mude alguma coisa em Portugal.

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